Monday, October 15, 2007

a resposta do contra


O que escrevemos pertence-nos. Pertence-nos tão profundamente, que os outros não concebem de onde vem... E para nós é tão nitído.

E essa nitidez faz com que possamos dar à nossa poesia a dimensão que nos apetece, e possa ela rebentar dentro de nós e transbordar-nos...

A escrita é muito mais do que o que sai, é o que fica preso, pelo cordão umbilical, ao criador. Para onde quer que se vá, o escrito, a tela, o papel, a letra a palavra ou o tratado, está lá, no sítio onde o deixámos, e podemos ir buscar.

O melhor do mundo é escrever e saber que nos leêm, sem nos responderem...

Sentes isso?


um bjo com saudades

Saturday, April 28, 2007

Ao meu amor...hás-de voltar


Brota ave livre sem pesar
tanto tempo tiveste sem voar.

Voa, Voa, há dia para te cansares,
a liberdade não será só ares.

Tão bom foi voar
agora é tempo de descansar.






Se ainda não descobriste,
algum dia virá,
melhor é não tardar.
Quanto mais tempo saltares
menos tempo de vida,
com saudades de voltares,
e a felicidade encontrares...

Sunday, December 10, 2006

...


HOuve uma história...

Um Reconhecimento...

Eu apareci na tua vida para alguma coisa...E fiz o que tinha que fazer.

Hoje acho que falhei...


Depois houve, os laços que se criam como os diamantes, em átomos de carbono, porque como nós há tão pouco.
De resto não sei. Sei que esses laços não desaparecem, mas não estamos na vida um do outro.
E eu admiro-te na mesma.
E não preciso evitar-te, porque não fujo...Só não estou. Ou não estamos.

Sunday, November 05, 2006

desculpa


Desculpa.
Desculpa todos estes anos de silêncio.
Desculpa conter em mim tanta coisa, que tenho sabedoria para continuar a discordar.
Desculpa se te fiz sofrer.
Desculpa se o meu sorriso, eu e a minha alma já não somos nem o mesmo nem a mesma coisa.
Desculpa se não te dei mais abraços daqueles que merecias, e sorrisos que tanto pedias.
Desculpa...sinceramente desculpa.
Desculpa se faço falta.
Desculpa se estou em falta.
Desculpa se alguma vez acreditei, e já não quero acreditar mais.
Desculpa se não tem sentido, se não faz sentido e se não é para fazer sentido.
Desculpa se eu escolhi assim.
Desculpa, mesmo que nunca mude, nem eu, nem tu, nem nós, nem nada disto.
Desculpa as lágrimas, desculpa a dor e o resto.
Desculpa, e nem tu nem quase nada têm a ver com a culpa.
Desculpa...

Saturday, November 04, 2006

hoje, e tu sobre mim




M.o.M: ai Simplesmente,......Simplesmente, se tu soubesses....
Simplesmente: se eu soubesse...
M.o.M: diz-me alguma coisa
Simplesmente: alguma coisa de quê?
M.o.M.: que te apeteça, que te faça lembrar-me
Simplesmente: Master of Masters
M.o.M.:Enche-me com qualquer coisa...de bom ou de mau
Simplesmente: Para?
M.o.M.: sem motivo...só porque te estou a pedir
Simplesmente: hmm...
A primeira coisa em que penso quando me lembro de ti
é do teu sorriso
sorris,
como quem pode não voltar a sorrir
como quem pode,
sem querer
perder o hábito de sorrir
parece que quando fazes esse trejeito simples
fazes bem a quem o fazes
porque
é dificil tu sorrires da forma que eu me lembro
Não sei se está igual
se esta mais
triste
mais só
ou mais perdido.
M.o.M.: dás cabo de mim...
Simplesmente: não sejas parvo
era isto que querias?
M.o.M.: não sei o que queria...mas rasgou-me
fez-me lembrar-me de mim, ou do que eu fui, ou do que eu já não sei ser
isso dói...dói muito
mas é bom.
Simplesmente: tu hoje n tas mto bem pois nao?
M.o.M.: hoje...
também não estou mto bem , hoje
existem tão poucas pessoas nesta vida, que me falam como tu.
ainda bem que te conheço...que estás aí, não importa o tempo e a distância.