
O que escrevemos pertence-nos. Pertence-nos tão profundamente, que os outros não concebem de onde vem... E para nós é tão nitído.
E essa nitidez faz com que possamos dar à nossa poesia a dimensão que nos apetece, e possa ela rebentar dentro de nós e transbordar-nos...
A escrita é muito mais do que o que sai, é o que fica preso, pelo cordão umbilical, ao criador. Para onde quer que se vá, o escrito, a tela, o papel, a letra a palavra ou o tratado, está lá, no sítio onde o deixámos, e podemos ir buscar.
O melhor do mundo é escrever e saber que nos leêm, sem nos responderem...
Sentes isso?
um bjo com saudades